quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

"E QUEM NÃO FESTA QUE NÃO SE-SINTA AFETADO NEM SE-AFASTE"

Imagem: arquivo Google



A dois
           
Um sexo
bem champanhe
baile de gala

A Baco & Ariadne
esse vinho em vida
brinde branco brinde



Falo em garrafa

De mim te-conténs
no-ME-estou-rar- EM-brinde
a tua taça sexo: MEnsagEM



Grafito labiríntico

Vem cá ver nas paredes destes versos
as formas com que tinto te-quero tanto
quanto te-encontrar os fios dos sentidos



(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. BardoAmar. Teresina, 2003-12.)


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

MATO QUEM MATA A MATA A QUEIMADAS E A MOTO-SERRAS? MORTE CERTA!

Imagem: vivaterra.or.br



Desoração pela desolação da mata a morrer na sala de nossas telas

Ó Magos da Ordem dos Cários!
Ó Sumés! Ó Piagas dos Carnutuns brasileiros!
Ó Pajés dos Caruanas de Marajó!

Protejei a Floresta de bior-
-roubos-e-furtos de seus filhos & frutos!
Deixai-a de pé para dar sombra da Amazônia ao amanhã!

Vigiai, que nem todos são Darwins ou Schwennhagens!
Por serem um tanto especial essas novas especiarias, estudai
o quanto essas novas drogas de índio velho pra gente podem ser pai, País!



(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: Deleitura, 2012.)


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

"e.tinto.meus.impulsos.sobre.teus.acessos: e.teclas"


Imagem: cdeassis.wordpress.com



outonal tua roupa em meu e-mail

onde respostas (vírgulas,,,)
te-abro-me tal página pontos-com (e ponto!)
tu ainda me-desfolhas-te entre linhas (interrogo?)



(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. BardoAmar. Teresina, 2003-12.)


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

UNITED STATES OF PIAUÍ

Imagem (Google): Luiz Gonzaga


caBRum!*

sem nuvem de poeira
(e zabumba pandeiro sanfona triango) –
é de concreto fino o terreiro –

o forró ficou elétrico: fashion
com guitarra teclado baixo batera
flyer hi-fi entrada (não cota!)

mas lá ainda chove cabrita chic
no chiqueiro desses cabra macho
pras gatinha hoje "os gato"


(Num forró que, sem ser for all, continua forrobodó.)



(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano. Teresina: Nova Aliança, 2009.)


_________________________
*A Maurício, lembrando de suas HQs que, não de-nelson**, são de Sousa.
** De-nelson (piauiês): que não vale nada, de brincadeira.



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

FOGO-APAGOU ASCENDEU À CHAMA POÉTICA: A VIDA

Imagem (Google): Rolinha Fogo-apagou (Columbina Squammata) 


num canto maior à tarde um poeta vida uma ave

Primavera em maio
meu bairro exala um canto
e eu canto outra Fênix

Do ninho no galho 
da árvore a ave canta
e encanta nova mente:

Fogo apagou! (cinzas)
Fogo apagou! (Chispas)
Fogo apagou! (VIDA)




(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano. Teresina: Nova Aliança, 2009-2012.)


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

EU NEGRO UNS POEMAS


Eu inscrito à pele em fala ao poético de Hughes

– Eu sou negro mesmo,
como os meus antepassados todos,
passados na África, antes da Diáspora trágica!

Eu estudo no Brasil, numa escola pública;
aqui se-comemorou a Abolição da Escravatura,
mas só se-falava na tal da canetada no gabinete da princesa!

Eu escuto umas histórias,
cantadas por minha velha vó negra,
e ela fala dos sofrimentos de uma raça caçada!

Eu leio uns escritores negros;
com eles, eu aprendo a ser eu mesmo,
fragmento reunido a outros em continente novo!

Eu canto umas canções antigas,
respostas de bocas sabidas magistas;
a fazer o trabalho virar em cigarra a formiga!

Eu escrevo uns poemas negros,
em que o espelho sou eu e todos os outros mais velhos;
para falar aos mais jovens sobre o peso de estar ser negro!

Eu construo um futuro, agoraqui, passado
no alho, nos olhos, nos atos, nas positivas palavras ,
atitudes de afirmação de orgulho dos que são da cor da noite!

Eu jogo capoeira na América brasileira,
arte-manha das armas do meu corpo musculoso;
Ginga, que, Rainha, vinga luta contra a opressão do meu povo!

Eu danço, livre mente, mesmo;
marcando, com passos alegres, a tristeza do meu canto,
tradição traduzida para as raízes do blues, jazz, reggae, samba!

Eu ensino numa escola,
superior àquela que em ontens me-deram,
para ministrar o caminho que o mundo africane (creio)!


 Langston Hughes


Antelei Negra ou Lei Clara de Luiz Gama

Se o corte do grito for executado homicídio
por um escravo, na pessoa do opressor – claro! –,
perante o Direito de todos, estará ressalvado!

Todo humano a ser escravizado
(escuro!) tem o direito do punhal
para rasgar qualquer naco de liberdade!

Apois, todo crime discriminado
como sendo uma verdadeira defesa legítima,
legítimo, para os Juízos, será e não considerado!

Toda disposição em contrário,
como gera reação à geração da vida escrava,
encontrará contrários levantados com armas contra ataques!




Luiz Gama




Ex-Klu-Klux-Klu-Ídos
(Cantiga maldizente tirada da TV como notícia)

Isto quase ninguém viu, ouviu;
dito, entre vistas ou vidas, por Chico
(depois de tantos séculos da ruda Diáspora):
No Rio, Carlinhos e sua Filha com o Filho
foram considerados, sem ambiguidades,
pelos podres de rico dum condomínio chic
(com tanta grana quanto!), persona non grata!

E eles só vinham da Bahia, tipo férias,
e o Rio dessa gente burra e perversa
desaguou rios de preconceito-fera,
cópia mascarada dum país mais velho
nesse mau exemplo de quem pensa
ser tope de linha, mora?
Repito (perito!):

Foi no domínio de feras;
condomínio, férias, vindos da Bahia,
os três, sem Rio de Janeiro.

Foi no Rio de Janeiro,
vindos (férias!) os três da Bahia;
condomínio de feras – sem domínio?



Carlinhos Brown



Sem essa de correta política nestas leituras em negrito

Foi um negro de sorte,
ganhou uma nota preta: carvão!
Agora, verde a sexta-feira treze!
Então, deixou outro bilhete no quadro negro
da escola em que trabalhava, professoral:
“Estou podre de rico, mudei de sala.
Adeus, amigos, vou trabalhar noutra praia”.
E naquela noite negra, estreluarada, viva,
saiu levando brilhos somente dentro de si
legando ao Poeta seu primeiro Poema Negro.



(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: Deleitura, 2012.)




segunda-feira, 12 de novembro de 2012

DAS BOCADAS INFERNÉTICAS


Gregório de Matos

Envite aos vates assinalados a jogar o chiste abaixo assinado

Responda se for fácil:
poderia o Horácio
gozar em Gomorra?!
– Eitaporra!

E o divino Dante
abarcaria uma bacante
num inferninho, na zorra?!
– Eitaporra!

Será que o Gregório,
à porta do empório,
gozou a civil gorra?!
– Eitaporra!

E o nosso Gonzaga
toparia essa parada
de arrochar a corra?!
– Eitaporra!

Que diz o Bernardo,
que o Pajé não “tá armado”,
que não adora a pachorra?!
– Eitaporra!

Então, o Luiz Gama
a bodarrada chama
para prazer as cachorras?!
– Eitaporra!

Mole, o Bananére,
aquele que escreve
até que esporra?!
– Eitaporra!

Seria pastor o Oswald,
em nosso arrebalde,
de ovelha chamorra?!
– Eitaporra!

E o Millôr, noutro agora,
muito novo, embora, 
diria “véi, não morra!”?!
– Eitaporra!

E o que pensa disso
o filho Veríssimo,
que é só a modorra?!
– Eitaporra!

E o tal do Chacal,
um vate marginal,
escreve sem porra?!
– Eitaporra!

É este poema, Poeta,
que desse time se-completa
a prender palavras forras?!
– Eitaporra!




(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: Deleitura. 2012.)



sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Pô, é ética, sim, esta desbocação!


Imagem: arquivo Google

Desbocada Poética das Bocadas
(A poetastros ou estrelas metidos a donos da Poesia)

Estazinha Poesia é o que
quiser, o que o for: que redun-
dante-se cômica, divina,

confessioral, se subjetiva
o lírico de eu-satíricos
na Rede, o escambau!

Nem mesmo um Poeta-astro
ou essoutros sem verve (verbos fracos!)
vão-se-meter nela, senão para poemaltratá-los.


Outro poemaldizente para desbocar essa poética

Soo Poeta no pixel das telas,
sou digital papel líquido à Terra,
às redes dessas histórias de merdas!

Voo dígitos, Eus nas páginas e
vou a outras telas em vômito,
que quase nada tem de cômico.


Núltimo poema a teclar aliterações na poética de seu blog

Abre, Poeta, a porra desse Windows (uma das portas!)
e perspectiva um eu-satírico em estado bem puto,
a quem nada apraz senão o teclar o seu prumo.


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: Deleitura, 2012.)


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

EUREKA: ESTE TRIÂNGULO AMOROSO

Imagem: www.fujadoroxo.com.br


saio & bermudo as coxas de Diana

tuas pernas cruzam-me o olhar de filme
farolando o teu pedido caminho perdido:
tricircular preciso esses ângulos oceânicos

pois hei de me-querer em teus líquidos abismos
- nauta que sou de epopeias seguidas vidas -
se me-derivas a tua verdade atlântica

labirinto: navego por linhas & correntes teu rumo
aqui me-desnudando veladamente em poemas tecidos
com que me-iço a teu encontro intempestivo


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. BardoAmar. Teresina, 2003-2012.)



quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Eu cantarei de Amor tão docemente, por uns termos em si tão salomônicos...

Imagem: arquivos Google


cantoAcântico

beijo-te-vinho
tão delícias quanto
música poesias

leva-me tu corrente
gozalegria: humanamentecorpo em
mundano nu divino

minha mais que vide... vinhas
púrpura estou a ti... formosa a mim 
és sol resplandecendo delicados sentidos

sobre os vastos campos por onde ando
se pelas telas teclo vulva sulco pelos seios
apascentando o terreno a poema sexante

e enquanto cantas encanto
amor fio... verso descompleto caminho
rumo ao IN: local universal

brindemos pois quais taças manhecentes
e façamos amar transbordando a vida intensos
a saber os sibilantes sabores sensíveis 


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Bardoamar. Teresina, 2003-2012.)

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

BEBA E COLE



Imagem: arquivo Google


 Nos cios dos vícios as marcas dos líquidos obesas de capitalismo

(O POETA ADVERTE: este poema não tem o patrocínio da Coca americana – a escura, é claro! –, nem da Antártica brasileira.)

Ele fanta
na África.

Ela coca
na América.

Vós guaranais
selvas de dieta.



(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: Deleitura,2012.)




sexta-feira, 31 de agosto de 2012

CORPO MALSÃO, MENTE MENSALIÔNICA





Poder ver... sos povo*


– Valham-me os Meus! 

– Vala-me Deus!

(Vala: eus...)




(No campo de um Brasil latifundiário.)



* A Rogério, antes do último round & depois do grave Newton.



@          @          @


onde o plano está prefeito

executa o político os golpes
privados poderes máximos sobre
vidas públicas a civil vendidas

intenção e morte ecoam 
ambíguas cabinas e atiram
carabinas de banda bando part

ido: justiça é crime?
há algum suspeito no pleito?
ninguém assina esses assassínios?


(Na fila de populares injustiças elitistas.)



@          @          @


negócios negócios

acordoBrasil
do lar... cor da... dá-la: acorda!
acórdão superfaturado dólar
dão de cor e então a cor dobra
verdes laranjas pardos & gatunos
(todos os ratos disfarçam seus  colarinhos)
decoro em coro o povo cobra
e encara o agente publicamente
a amar o elo das mil minas brasis
e o banco a mil para poucos por certo
e por centos milhares milhões
no ônus do país ao mês
há anos
nós nus



(Sentado num banco central duma praça, em Brasília.)




(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano. Tersina: Nova Aliança, 2009.)